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Escritor José Eduardo Agualusa fala sobre literatura e suas obras

                                    Desembargadora Cristina Tereza Gaulia conduziu a conversa com o escritor José Eduardo Agualusa   Com obras traduzidas para mais de vinte idiomas e uma trajetória que atravessa Angola, Portugal e Brasil, o escritor José Eduardo Agualusa foi o convidado do programa Do Direito à Literatura, do Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ), nesta segunda-feira, dia 25 de maio. O encontro literário, intitulado "O poder da literatura", ocorreu na Sala Multiuso do Edifício Desembargador Caetano Pinto de Miranda Montenegro, com uma conversa sobre sua obra e a importância de contar histórias.  José Eduardo Agualusa é natural de Angola e escreve crônicas para o jornal O Globo. O ficcionista é autor de uma extensa e persificada obra, que abrange contos, romances, crônicas, novelas e literatura infantil. Entre os títulos mais recentes estão Vidas e mortes de Abel Chikuvuku – uma biografia de Angola (2023), Mestre dos batuques (2024) e Tudo sobre Deus (2026).  Agualusa revelou passagens da carreira, falou sobre parcerias, como com Mia Couto, e destacou a capacidade dos livros de despertar emoções no leitor. "Um bom livro é aquele que nos perturba, que nos move e nos faz pensar. Bons livros são aqueles que não nos deixam, estão sempre em nossas memórias. Muitas vezes, você lê um livro e chora com a morte de um personagem, você cria um vínculo e se comove quando entra naquele mundo", afirmou.  A conversa foi mediada pela presidente do conselho gestor do CCPJ, desembargadora Cristina Tereza Gaulia, e pela integrante do gabinete de direção do CCPJ, Roberta Celli Moreira de Araújo. A magistrada conduziu perguntas ao escritor e compartilhou experiências próprias com a literatura, a educação e a vida.  "A cultura representa um novo passo na capacitação e no aprimoramento de magistrados e magistradas. Como ouvi recentemente, e aplaudo essa frase: só a cultura salva. É a cultura que pode transformar o sistema de justiça e sensibilizá-lo, de maneira profunda, em um país tão pidido e marcado por desigualdades como o Brasil”. O escritor contou ainda sobre o processo de escrita. Agualusa mantém até hoje uma espécie de diário, com anotações que se iniciaram na época da faculdade. Anda sempre com um caderno, registrando ideias e impressões — nunca se sabe quando surge um livro e sobre qual será o tema.  Obras  Iniciou a carreira literária em 1989 com A Conjura. Entre os livros de seu repertório, traduzidos para mais de vinte idiomas, destacam-se os romances Nação crioula, O vendedor de passados — vencedor do prêmio de ficção estrangeira do jornal inglês The Independent — e As mulheres do meu pai; os contos Fronteiras perdidas e Catálogo de sombras; além das peças de teatro Chovem amores na rua do Matador, com Mia Couto, e Aquela mulher.  VS/MG Fotos: Rafael Oliveira/ TJRJ 
26/05/2026 (00:00)
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