Terça-feira
26 de Maio de 2026 - 

Acompanhe seu processo

Insira seu usuário e senha para acesso ao software jurídico

Notícias

Cotação Monetária

Moeda Compra Venda
DOLAR 4,85 4,85
EURO 5,32 5,32
LIBRA ES ... 6,19 6,20
PESO (ARG) 0,01 0,01
PESO (URU) 0,12 0,12

Cotação da Bolsa de Valores

Bovespa 0,92% . . . .
S&P 500 0,31% . . . .
Dow Jone ... % . . . .
NASDAQ 0,02% . . . .

Previsão do tempo

Segunda-feira - Campinas...

Máx
34ºC
Min
21ºC
Parcialmente Nublado

Hoje - Campinas, SP

Máx
34ºC
Min
23ºC
Parcialmente Nublado

Quarta-feira - Campinas,...

Máx
35ºC
Min
24ºC
Parcialmente Nublado

Quinta-feira - Campinas,...

Máx
35ºC
Min
23ºC
Parcialmente Nublado

7ª Trilha da Memória percorre a Pequena África e promove reflexão sobre história e equidade racial

                                                                                      Esta foi a sétima edição da Trilha da Memória  Entre ruas históricas da região portuária do Rio e territórios marcados pela resistência negra, cerca de 70 participantes da 7ª edição da “Trilha da Memória:  Uma Jornada pela Pequena África” percorreram, na manhã deste sábado, 23 de maio, um roteiro de resgate histórico e reflexão sobre desigualdades raciais, cidadania e memória coletiva.  Promovida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), por meio do Núcleo de Atenção e Promoção à Justiça Social (Napjus), dos Comitês de Promoção da Igualdade de Gênero e de Prevenção e Enfrentamento dos Assédios Moral e Sexual e da Discriminação (Cogens) de 1º e 2º grau e do Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ), a atividade integra o Programa de Cultivo da Memória e reuniu servidores, magistrados e público externo.  Conduzido pela historiadora, turismóloga e guia de turismo, Tatiana Lima Brandão, o percurso foi pensado para reconstruir simbolicamente o caminho percorrido por pessoas africanas escravizadas que chegavam ao antigo porto do Rio de Janeiro. Ao destacar o propósito da iniciativa, a historiadora ressaltou a importância de ações institucionais voltadas ao resgate da memória histórica e à reflexão sobre os impactos do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas.                                                                        A servidora do TJRJ, Tatiana Lima Brandão (ao centro), conduziu o trajeto  “Minha expectativa é que as pessoas presentes hoje possam olhar para a nossa história, refletir sobre o passado e compreender como ele ainda influencia o presente. Espero que possamos pensar coletivamente em um futuro com mais equidade, igualdade e justiça social”, completa a historiadora.  O percurso passou por marcos históricos da Pequena África e locais ligados ao período escravocrata, como o Cais do Valongo, Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Cemitério dos Pretos Novos, ponto final da caminhada. Para quem participou da trilha, o percurso foi além da visita aos pontos históricos: tornou-se uma oportunidade de olhar para o passado e compreender melhor desafios que permanecem no presente. Assistente social da Equipe Técnica Interdisciplinar de Itaguaí, Viviane Gonçalves participou pela segunda vez da atividade e contou que a primeira edição mudou sua percepção sobre o território onde cresceu.  “Eu nasci e cresci no bairro de Santo Cristo, aqui perto do Morro da Providência, e não conhecia toda a história que envolve esse território. Sabia um pouco, mas não compreendia a dimensão desse apagamento relacionado à escravidão e à memória da população negra”, disse.                                      A assistente social Viviane Gonçalves, 46 anos, com sua sobrinha, Alice de Abreu Carvalho, 7 anos, durante a trilha    Segundo ela, a vivência profissional também reforçou a importância do contato com esse conteúdo. “Como assistente social, preciso compreender melhor as mazelas e as questões sociais que enfrentamos diariamente. Entender esse passado ajuda a compreender desigualdades que permanecem no presente”, afirmou.  Entre os participantes também estavam os residentes jurídicos do TJRJ Luanna Makeda, de 36 anos, e Mateus Bade, de 29. Luana contou que já conhecia o percurso e tinha vontade de participar há bastante tempo devido a um interesse pessoal por questões étnico-raciais.  “Enquanto mulher negra, pesquiso muito sobre essas questões. Eu já havia ​esse passeio de forma autônoma, mas ter alguém explicando, trazendo todo o contexto histórico por trás dessa trilha, torna a experiência muito mais rica”, afirmou.                                    Mateus e Luanna, que estão juntos a quase dois anos, percorreram o trajeto na manhã deste sábado  Já Mateus, que é de Petrópolis, destacou a oportunidade de conhecer aspectos da história do Rio que não fazem parte do cotidiano de quem vive fora da capital. “Apesar da proximidade, a gente não está nessa vivência todos os dias. Então participar tem sido importante para compreender melhor essa história”.  Inspirada no Decreto Municipal nº 34.803/2011, que criou o Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana, a Trilha da Memória busca aproximar o sistema de Justiça de questões sociais e estimular reflexões sobre racismo estrutural, direitos humanos.                                                                              Cerca de 70 pessoas participaram da 7ª edição da Trilha da Memória  VM/MG Fotos: Felipe Cavalcanti/TJRJ 
25/05/2026 (00:00)
© 2026 Todos os direitos reservados - Certificado e desenvolvido pelo PROMAD - Programa Nacional de Modernização da Advocacia
Visitas no site:  10142152
Pressione as teclas CTRL + D para adicionar aos favoritos.